O que diz o Decreto Nº 6.535/2025
O Decreto Nº 6.535/2025, recentemente publicado pela Prefeitura Municipal de Alagoinhas, representa um marco na regulamentação das feiras livres e itinerantes da agricultura familiar na cidade. Esta legislação foi elaborada com o intuito de organizar e padronizar as atividades dessas feiras, buscando o equilíbrio entre as necessidades dos feirantes e o respeito às normas de convivência da comunidade.
Assinado pelo prefeito Gustavo Carmo, o decreto oferece diretrizes claras sobre o funcionamento das feiras, estabelecendo locais específicos, horários fixos e normas que visa melhorar a experiência tanto para os feirantes quanto para os consumidores. A publicação do decreto se baseia na Lei Municipal nº 2.385/2017, que já reconhecia a importância da agricultura familiar e as demandas por produtos provenientes desse setor.
Além de definir os dias e horários das feiras, o decreto também proíbe o uso de aparelhos de som durante as atividades, como uma forma de resguardar o sossego da população que reside nas proximidades. Essas restrições representam uma tentativa consciente da administração pública de preservar a qualidade de vida dos moradores e garantir que as feiras se tornem um ambiente agradável e acessível para todos.

Locais e Horários das Feiras Livres
Com o novo decreto, os feirantes de Alagoinhas agora têm dias e locais fixos para realizar suas vendas. Essas mudanças visam facilitar a visita dos consumidores e garantir que todos os envolvidos na atividade tenham uma logística mais organizada. Os locais determinados são:
- Domingos: Avenida Linha Verde, Calu, BA 504, próximo ao Cemitério Municipal Jardim da Saudade;
- Quartas-feiras: Praça Pedro Dórea, Alagoinhas Velha;
- Sextas-feiras: Conjunto Residencial Dom Jose Cornelis, URBIS I, próximo à Associação dos Moradores;
- Sábados: Conjunto Residencial Jardim das Hortênsias, na área da quadra de esportes da praça.
Essas feiras funcionam das 6h às 14h. Para garantir que os feirantes consigam se organizar adequadamente antes da abertura ao público, é permitido que eles cheguem ao local uma hora antes, às 5h. Essa estruturação não só facilita a organização, mas também ajuda a criar um ambiente mais harmonioso e controlado, onde tanto os vendedores quanto os clientes podem se sentir seguros.
Objetivos da Regulamentação
A regulamentação das feiras livres e itinerantes em Alagoinhas visa múltiplos objetivos, que incluem:
- Organização das Atividades: A criação de locais e horários específicos minimiza a desordem e permite uma melhor gestão dos espaços públicos, proporcionando um fluxo melhor para pedestres e veículos.
- Valorização da Agricultura Familiar: Ao assegurar um espaço adequado para a venda dos produtos, a regulamentação valoriza os agricultores familiares, que são responsáveis pela produção de alimentos de qualidade e que contribuem significativamente para a economia local.
- Promoção da Economia Local: Feiras livres são um ponto importante para o consumo de produtos locais, incentivando a agroecologia e movimentos sustentáveis, ao mesmo tempo em que fomentam a microeconomia comunitária.
- Sustentação do Sossego Público: Com medidas de controle sobre o uso de som e outras atividades ruidosas, a regulamentação busca preservar a tranquilidade dos moradores que habitam nas redondezas das feiras.
Esses objetivos refletem um compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável e com a qualidade de vida dos cidadãos de Alagoinhas. A regulamentação representa uma tentativa de equilibrar as necessidades de quem consome com aquelas de quem produz, criando um sistema benéfico para a comunidade como um todo.
Importância da Agricultura Familiar
A agricultura familiar desempenha um papel fundamental no desenvolvimento econômico e social de várias regiões, incluindo Alagoinhas. Esse segmento da agricultura é caracterizado por pequenas propriedades que, geralmente, são administradas pelas próprias famílias que nelas habitam. A importância da agricultura familiar inclui:
- Produção de Alimentos: A agricultura familiar é responsável por uma parcela significativa da produção de alimentos no Brasil. Os produtos variados e frescos, geralmente oferecidos diretamente ao consumidor, conseguem atender às demandas por alimentos saudáveis e de qualidade.
- Preservação da Biodiversidade: Agricultores familiares costumam diversificar suas culturas, contribuindo para a preservação de espécies e variedades locais, ao contrário dos grandes empreendimentos que geralmente focam em monoculturas.
- Social e Cultural: Pequenos agricultores sustentam tradições e modos de vida locais, promovendo a cultura regional através de suas práticas e produtos. Esta interação cultural é vital para a identidade da população local.
- Empregabilidade: O setor da agricultura familiar gera muitas oportunidades de trabalho, especialmente em áreas rurais onde há escassez de alternativas de emprego. Além disso, o trabalho realizado por essas famílias costuma ser um meio de geração de renda direta e sustentada.
Por essas razões, é escopo da administração pública apoiar a agricultura familiar, não apenas possibilitando que os feirantes tenham um espaço para comercializar seus produtos nas feiras, mas também reconhecendo sua importância social e econômica. Além disso, a promoção da agricultura familiar possui um impacto direto na redução da pobreza e na promoção do desenvolvimento sustentável, ajudando a construir comunidades mais resilientes.
Como a Nova Regra Afeta os Feirantes
A nova regulamentação impacta diretamente a vida dos feirantes de diversas maneiras. Com a implementação do Decreto Nº 6.535/2025, os feirantes podem esperar uma série de mudanças significativas:
- Segurança e Estabilidade: Os feirantes terão seus locais de venda garantidos, com horários regulares e definidos. Isso proporciona segurança no planejamento de seus dias de trabalho e facilita a logística de transporte e fornecimento de seus produtos.
- Organização: Com as diretrizes estabelecidas, ficou mais fácil para os feirantes organizarem seus negócios, sabendo exatamente onde e quando irão vender. Essa previsibilidade é essencial para o sucesso de suas moedas.
- Apoio Institucional: Em virtude da regulamentação, os feirantes também podem esperar um maior apoio institucional, pois a Prefeitura se comprometeu a oferecer estrutura e respeitar as necessidades dessa categoria.
- Qualidade do Atendimento: O foco na organização deve resultar em um atendimento mais eficiente e menos caótico, beneficiando tanto os consumidores quanto os próprios feirantes, que terão mais condições de atender bem seus clientes.
No entanto, há também desafios que precisam ser considerados. Por exemplo, a proibição do uso de som pode ser uma limitação para alguns feirantes que utilizavam essas ferramentas como forma de atrair clientes. Essa medida, embora necessária para a preservação do sossego público, representa uma adaptação que precisará ser feita.
Normas de Convivência Durante as Feiras
O Decreto Nº 6.535/2025 traz normas específicas de convivência que devem ser observadas durante a realização das feiras. Essas normas são vitais para assegurar que a atividade ocorra de forma harmoniosa e respeitosa. Entre as principais normas, destacam-se:
- Proibição do Uso de Aparelhos de Som: Como mencionado anteriormente, para evitar perturbações ao sossego da população local, a utilização de qualquer tipo de som amplificado é vedada durante o funcionamento das feiras.
- Preservação de Espaços Públicos: É proibido ocupar áreas destinadas à circulação de pedestres e ao estacionamento de veículos, garantindo que todos possam transitar com segurança nas proximidades das feiras.
- Respeito aos Horários Estabelecidos: Feirantes devem cumprir rigorosamente os horários definidos no decreto, evitando o início das atividades antes das 6h e respeitando o fechamento às 14h. Isso é fundamental para a manutenção da ordem.
- Responsabilidade dos Organizadores: A Associação dos Feirantes da Agricultura Familiar e Economia Solidária de Alagoinhas (AFAFESA) é responsável por coordenar o uso dos espaços públicos, devendo zelar pelo cumprimento de todas as normas e garantir que o ambiente seja acolhedor e seguro para todos.
Essas normas têm como objetivo assegurar que o clima durante as feiras seja amigável e respeitável, beneficiando tanto os feirantes quanto a comunidade. O cumprimento adequado delas promove um ambiente mais positivo e organizado para as transações comerciais.
Depoimento do Prefeito Gustavo Carmo
O prefeito de Alagoinhas, Gustavo Carmo, destaca a importância do novo decreto como uma forma de promover a agricultura familiar e, ao mesmo tempo, garantir o bem-estar da população. Em suas palavras, “Esta iniciativa reflete nosso compromisso em apoiar a agricultura familiar, que é fonte de alimentos de qualidade para nossa população. Ao mesmo tempo, garantimos a ordenação do espaço público e, principalmente, o sossego de nossos cidadãos. Com essa regulamentação, Alagoinhas avança, valorizando nossos produtores rurais, fomentando a economia local, garantindo um ambiente harmonioso e organizado para todos”.
Esse depoimento reafirma a visão da administração pública em criar um equilíbrio entre a produção alimentar local e o respeito às necessidades dos cidadãos. É uma declaração que retrata não apenas uma ação legislativa, mas um planejamento social e econômico consciente, que visa o desenvolvimento sustentável para toutes as partes envolvidas.
Apoio à Economia Local
As feiras livres são um ponto de convergência vital para a economia local. Várias dinâmicas estão em jogo neste contexto:
- Incentivo ao Consumo Local: Ao comprar diretamente dos feirantes, os consumidores estão apoiando a economia local, o que resulta em um ciclo de crescimento e fortalecimento das comunidades. Isso reduz a dependência de produtos industrializados, promovendo um consumo mais consciente.
- Criação de Empregos: As feiras geram renda não apenas para os feirantes, mas também para outros setores, como transporte e logística. Esse impacto em cadeia contribui para a geração de novos postos de trabalho e alimenta a economia local.
- Apoio à Agroecologia: Ao promover a agricultura familiar, as feiras incentivam práticas sustentáveis e o uso de produtos orgânicos, contribuindo para a saúde da população e do meio ambiente.
- Valorização de Produtos Regionais: Cada feira é uma oportunidade de promover os produtos locais e tradicionais, fortalecendo a identidade cultural da região e o orgulho local.
Dessa forma, a regulamentação das feiras livres representa um compromisso com o fortalecimento da economia local, criando um ecossistema onde todos se beneficiam: produtores, consumidores e a comunidade como um todo. As feiras livres não são apenas um local de venda; elas são um ponto de encontro que promove a socioeconomia e a convivência harmoniosa.
Benefícios das Feiras para a Comunidade
Além de impactar diretamente a economia, as feiras livres trazem uma série de benefícios sociais que são essenciais para a comunidade:
- Fomento à Socialização: As feiras tornam-se um espaço social dinâmico, onde as pessoas se encontram, interagem e compartilham experiências. Isso fortalece o tecido social e a convivência comunitária.
- Acesso a Produtos Frescos: A venda de alimentos frescos e locais melhora a qualidade da dieta da população, proporcionando uma alimentação mais saudável e variada.
- Promoção de Eventos Locais: As feiras podem ser palco para eventos culturais, apresentações e atividades, promovendo a cultura local e atraindo mais público.
- Aumenta a Visibilidade da Agricultura Familiar: O contato direto entre produtores e consumidores ajuda a conscientizar a população sobre a importância da agricultura familiar e o valor dos produtos locais.
Com a regulamentação adequada, as feiras têm o potencial de resgatar práticas culturais e sociais importantes, criar laços mais fortes entre os cidadãos e se tornarem um verdadeiro pilar na estrutura comunitária.
Próximos Passos para Implementação
Após a publicação do Decreto Nº 6.535/2025, a administração municipal deverá tomar uma série de iniciativas para garantir a efetiva implementação das novas regras e promover o sucesso das feiras livres em Alagoinhas:
- Campanhas de Divulgação: É essencial informar a população sobre as novas feiras, horários e normas de convivência, promovendo uma maior adesão.
- Monitoramento e Avaliação: A Prefeitura deve instituir mecanismos de supervisão para garantir que as normas sejam seguidas e observar como a nova regulamentação está afetando a dinâmica das feiras.
- Apoio aos Feirantes: Fornecer recursos e apoio logístico aos feirantes pode ajudá-los a adaptar-se às novas regras e garantir que suas operações se tornem sosteníveis e eficientes.
- Feedback da Comunidade: É vital coletar opiniões tanto dos feirantes quanto da comunidade sobre como as feiras estão sendo organizadas e como as normas estão funcionando na prática.
Essas ações não apenas auxiliarão na adaptação à nova regulamentação, mas também fomentarão um sentimento de pertencimento e responsabilidade compartilhada entre os cidadãos e a administração. Assim, as feiras livres podem se tornar um exemplo exitoso de como organizar o comércio local de maneira harmoniosa, sustentável e produtiva.



